{"id":843,"date":"2022-04-20T14:58:31","date_gmt":"2022-04-20T17:58:31","guid":{"rendered":"https:\/\/lealqueiroz.adv.br\/?p=843"},"modified":"2023-10-25T00:29:12","modified_gmt":"2023-10-25T03:29:12","slug":"carf-creditos-presumidos-de-icms-compoem-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lealqueiroz.adv.br\/?p=843","title":{"rendered":"Carf: cr\u00e9ditos presumidos de ICMS comp\u00f5em base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\">O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<b><strong>Carf<\/strong><\/b>) decidiu por 5\u00d73, no processo 10314.724116\/2015-42, que os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS integram a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Para a maioria dos conselheiros, o benef\u00edcio n\u00e3o pode ser considerado subven\u00e7\u00e3o para investimento, compondo a receita\u00a0da\u00a0companhia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O tema est\u00e1 em discuss\u00e3o tamb\u00e9m no Supremo Tribunal Federal (STF). No ano passado, a Corte\u00a0<b><strong>chegou a formar maioria a favor\u00a0do\u00a0contribuinte<\/strong><\/b>\u00a0no julgamento\u00a0do\u00a0Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 835818, com repercuss\u00e3o geral reconhecida. No entanto,\u00a0<b><strong>como o ministro Gilmar Mendes pediu destaque<\/strong><\/b>, o tema ser\u00e1 discutido novamente no plen\u00e1rio f\u00edsico, agora com uma composi\u00e7\u00e3o diferente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No\u00a0Carf\u00a0o contribuinte chegou a conquistar na turma baixa o direito a excluir os\u00a0cr\u00e9ditos\u00a0presumidos\u00a0de\u00a0ICMS\u00a0da\u00a0base\u00a0de\u00a0c\u00e1lculo\u00a0das contribui\u00e7\u00f5es, mas a Fazenda recorreu, alegando que o incentivo fiscal \u00e9 subven\u00e7\u00e3o para custeio,\u00a0e\u00a0n\u00e3o para investimento, integrando, portanto, a receita operacional da empresa e devendo\u00a0compor a\u00a0base\u00a0de\u00a0c\u00e1lculo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na 3\u00aa Turma\u00a0da\u00a0C\u00e2mara Superior, o advogado\u00a0do\u00a0contribuinte, Pedro Bini,\u00a0do\u00a0Schneider Pugliese, defendeu o n\u00e3o conhecimento do recurso\u00a0da\u00a0Fazenda, argumentando que o Regimento Interno\u00a0do\u00a0Carf\u00a0n\u00e3o permite a an\u00e1lise de recursos contr\u00e1rios a entendimentos\u00a0do\u00a0<b><strong>STF<\/strong><\/b>\u00a0e\u00a0do\u00a0Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<b><strong>STJ<\/strong><\/b>).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Bini defendeu, ainda, que os\u00a0cr\u00e9ditos\u00a0presumidos\u00a0de\u00a0ICMS\u00a0n\u00e3o podem ser tratados como subven\u00e7\u00e3o para custeio, uma vez que a Lei Complementar (LC) 160\/2017 qualificou como subven\u00e7\u00e3o para investimento todos os incentivos\u00a0e\u00a0benef\u00edcios fiscais relativos ao\u00a0ICMS, o que implicaria a revoga\u00e7\u00e3o t\u00e1cita de qualquer outra regra nesse sentido.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A relatora, conselheira Tatiana Midori Migiyama, negou provimento ao recurso da Fazenda. Segundo ela, a concess\u00e3o de incentivos \u00e9 um instrumento leg\u00edtimo de pol\u00edtica fiscal,\u00a0e\u00a0sua tributa\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o representaria desapre\u00e7o \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o\u00a0e\u00a0\u00e0 igualdade no pacto federativo. Ela destacou, ainda, que o STJ tem decidido de forma reiterada nesse sentido.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No ano passado, ao analisar o EREsp 1.443.771, o STJ entendeu que os cr\u00e9ditos\u00a0presumidos\u00a0do\u00a0ICMS\u00a0n\u00e3o integram a\u00a0base\u00a0do\u00a0IRPJ\u00a0e\u00a0da\u00a0CSLL. Para alguns tributaristas, o entendimento \u00e9 extens\u00edvel ao\u00a0PIS\u00a0e\u00a0\u00e0\u00a0Cofins, enquanto outros fazem uma interpreta\u00e7\u00e3o restritiva.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>Diverg\u00eancia<\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos divergiu do entendimento da relatora. Ele adotou as raz\u00f5es de decidir\u00a0do\u00a0conselheiro Rodrigo P\u00f4ssas no ac\u00f3rd\u00e3o 9303011415, envolvendo o mesmo tema\u00a0e\u00a0o mesmo contribuinte.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No voto, P\u00f4ssas observa que o contribuinte n\u00e3o cumpriu os requisitos\u00a0da\u00a0Lei 12.973\/2014 para que os\u00a0cr\u00e9ditos\u00a0presumidos\u00a0sejam considerados subven\u00e7\u00e3o para investimento, a saber, a destina\u00e7\u00e3o total dos valores \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de reserva de lucros de incentivos fiscais. O posicionamento foi acompanhado por outros quatro conselheiros.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m por um placar de 5\u00d73, os conselheiros negaram provimento a recurso\u00a0do\u00a0contribuinte pleiteando a n\u00e3o incid\u00eancia do PIS e da Cofins sobre descontos incondicionais concedidos nas vendas que n\u00e3o constam em notas fiscais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">MARIANA BRANCO<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.abras.com.br\/clipping\/juridico\/110688\/carf-creditos-presumidos-de-icms-compoem-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins\">ABRAS (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu por 5\u00d73, no processo 10314.724116\/2015-42, que os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS integram a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. 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