{"id":1086,"date":"2022-08-30T08:24:03","date_gmt":"2022-08-30T11:24:03","guid":{"rendered":"https:\/\/lealqueiroz.adv.br\/?p=1086"},"modified":"2023-10-25T00:31:29","modified_gmt":"2023-10-25T03:31:29","slug":"justica-do-trabalho-afasta-direito-ao-vale-transporte-para-trabalhador-que-se-deslocava-de-carro-proprio-ou-de-carona-para-o-servico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lealqueiroz.adv.br\/?p=1086","title":{"rendered":"Justi\u00e7a do Trabalho afasta direito ao vale-transporte para trabalhador que se deslocava de carro pr\u00f3prio ou de carona para o servi\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\">Julgadores da Sexta Turma do TRT-MG, por unanimidade, mantiveram senten\u00e7a que absolveu uma empresa de pagar indeniza\u00e7\u00e3o pelo vale-transporte a trabalhador que se deslocava de carro pr\u00f3prio ou de carona para o servi\u00e7o. Os integrantes da Turma acolheram o voto do desembargador C\u00e9sar Machado que, atuando como relator, negou provimento ao recurso do trabalhador, para manter a decis\u00e3o do ju\u00edzo da Vara do Trabalho de Ponte Nova-MG nesse aspecto.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ao recorrer da senten\u00e7a, o empregado afirmou que, caso utilizasse o transporte p\u00fablico, chegaria ao servi\u00e7o ap\u00f3s o hor\u00e1rio normal de in\u00edcio da jornada, tendo em vista a grande dist\u00e2ncia percorrida at\u00e9 a sede da empresa. Alegou ainda que o fato de conseguir meio alternativo de condu\u00e7\u00e3o n\u00e3o desobriga o empregador de fornecer o vale-transporte.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mas foi apresentada declara\u00e7\u00e3o assinada pelo pr\u00f3prio trabalhador no sentido de que ele n\u00e3o necessitava de vale-transporte para o deslocamento resid\u00eancia\/trabalho e vice-versa, o que foi considerado decisivo para o afastamento do direito ao benef\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ao expor os fundamentos da decis\u00e3o, o relator citou jurisprud\u00eancia consolidada na S\u00famula n\u00ba 460 do TST, segundo a qual cabe ao empregador provar que o empregado n\u00e3o necessita do vale-transporte ou que tenha dispensado o benef\u00edcio. Sendo assim,\u00a0<em>\u201cafasta o direito \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio a apresenta\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o assinada pelo empregado em que opta pelo seu n\u00e3o recebimento\u201d<\/em>, destacou o julgador.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Foi relevante para o entendimento adotado o fato de o trabalhador ter confessado, em depoimento, que &#8220;ia e voltava do servi\u00e7o em carro pr\u00f3prio ou de carona&#8221;. Para o desembargador, essas declara\u00e7\u00f5es confirmam que o trabalhador n\u00e3o precisava do vale-transporte. O processo foi enviado ao TST para an\u00e1lise do recurso de revista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Processo<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">PJe: 0010134-20.2021.5.03.0074 (ROT)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/portal.trt3.jus.br\/internet\/@@trt3-case-search\">Acesse o processo do PJe digitando o n\u00famero acima<\/a>.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Fonte: TRT 3\u00aa Regi\u00e3o \u2013 25\/08\/2022<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Julgadores da Sexta Turma do TRT-MG, por unanimidade, mantiveram senten\u00e7a que absolveu uma empresa de pagar indeniza\u00e7\u00e3o pelo vale-transporte a trabalhador que se deslocava de carro pr\u00f3prio ou de carona para o servi\u00e7o. 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